Sobre Parnamirim

Cidade de Parnamirim

Parnamirim é uma cidade brasileira localizado no estado do Rio Grande do Norte. Pertencente à Região Metropolitana de Natal, à mesorregião do Leste Potiguar e à microrregião de Natal, localiza-se ao sul da capital estadual, distando desta doze quilômetros. Ocupa uma área de 120,202 km², e sua população foi contada no ano de 2010 em 202 413 habitantes, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo então o terceiro município mais populoso do estado.

Conurbada à capital, Parnamirim vive um intenso crescimento econômico, especialmente no setor imobiliário, se tornando uma verdadeira extensão de Natal. A sede tem uma temperatura média anual de 21,1°C e na vegetação original do município predomina a Mata Atlântica. Em relação à frota automobilística, em 2010 foram contabilizados 47 137 veículos. Sua taxa de urbanização é de 100% (2010), classificando Parnamirim como o município mais urbanizado do Rio Grande do Norte. O município contava, em 2009, com setenta estabelecimentos de saúde, e seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,760, nomeado médio e o segundo maior no ranking estadual.

A cidade de Parnamirim abriga o principal aeroporto do estado, além de ser sede do Centro de Lançamento de Foguetes da Barreira do Inferno, primeira base do tipo no país. Pontos turísticos como o maior cajueiro do mundo e as praias de Cotovelo e Pirangi do Norte, somando por abrigar eventos e shows musicais durante a alta estação, fazem da cidade um dos principais destinos turísticos do estado.

Emancipado de Natal no ano de 1958, Parnamirim é reconhecida internacionalmente como "Trampolim da Vitória", tendo fortes ligações históricas com a Segunda Guerra Mundial quando se tornou sede da então base aérea americana Parnamirim Field — hoje Base Aérea de Natal — devido à sua localização estratégica global, servindo de ponto da partida de muitas aeronaves americanas, de todos os tipos, para levar tropas para o front da África. A grande movimentação de soldados americanos influenciou a população local introduzindo sua cultura e, movimentando, de certa forma, a economia da cidade e até mesmo participando da vida social dos habitantes à época.

História

Há registros a respeito da doação de extensas áreas a capitães-mores, datadas entre 1600 e 1633 (sendo este último ano em que começaram as invasões holandesas), com várias referências a topônimos que hoje fazem parte do município de Parnamirim. O Rio Pitimbu, com seus nomes antigos, é uma delas. Porém, apesar das distribuições feitas pelos capitães-mores e da cobiça dos fidalgos por propriedades, as terras de Parnamirim permaneceram inaproveitadas e despovoadas por séculos.

Em 1881, a região foi cortada pelos trilhos da linha férrea entre Natal e Nova Cruz, seguindo de perto o traçado do velho caminho para a Paraíba e o Recife. Sabe-se também que as terras ao sul do Pitimbu estavam, em 1889, nas mãos do senhor do Engenho Pitimbu, João Duarte da Silva. Posteriormente, o fidalgo comprou a maioria das propriedades vizinhas, incluindo uma grande área de tabuleiro plano ao sul do rio que dava nome à propriedade, distante dezoito quilômetros de Natal. A área era conhecida como 'a planície de Parnamirim' e fazia parte do Engenho Cajupiranga.

Em 1927, o português Manuel Machado passou a ser o novo dono das terras do Engenho Pitimbu, que se estendiam dos limites com os Guarapes, Macaíba, ao norte, e as terras do Engenho Cajupiranga, ao sul. Ele adquiriu fazendas, sítios, engenhos e terras férteis, mas também áreas extensas e desabitadas. Com a posse das terras não esperava ganhar nenhum título nobiliárquico, mas apenas que a cidade crescesse e exigisse novos espaços para moradias. No entanto foi em meio à aventura dos pioneiros da aviação civil que Parnamirim nasceu. Ainda no ano de 1927, foram abertas diversas rotas aéreas no Brasil. Para isso, foram escolhidas algumas áreas ao longo dessas rotas a fim de que se pudesse ser instalada uma rede de aeroportos. Dessa forma, a Compagnie Generale Aéropostale – CGA (antiga Compagnie Générale d´Entreprise Aéronautique – CGEA) instalou um campo de pouso em uma área doada pelo comerciante Manuel Machado (que era dono da maior parte das terras pertencentes ao município), que contava com a imediata valorização do restante da sua propriedade.
Nesse mesmo período, foi construída uma estrada carroçável (que passava pelo porto dos Guarapes, em Macaíba, estendendo-se pelo engenho Pitimbu e acompanhando a linha férrea Natal/Nova Cruz, até o novo campo), ligando a capital ao campo de aviação em Pitimbu, facilitando, assim, a instalação da aeropóstale no estado. Nos anos seguintes, com a expansão das atividades da aeropóstale, que viria a ser absorvida em outubro de 1933 pela Air France, Manuel Machado vendeu novos pedaços de terra para a ampliação do aeroporto de Parnamirim. Novos investimentos foram feitos no campo e a companhia estatal francesa transferiu os hangares e demais instalações para o outro lado da pista de pouso, onde hoje estão as instalações da Base Aérea de Natal. A partir daí, ficou reconhecida a importância de Parnamirim para o desenvolvimento da aviação internacional.

Com o desenrolar da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo de Getúlio Vargas assinou, em julho de 1941, um acordo de defesa mútua que cedia áreas para a instalação de bases norte-americanas no Nordeste (em outubro de 1941), rompendo relações diplomáticas com a Alemanha, Itália e Japão, em janeiro de 1942 e, finalmente, em 22 de agosto do mesmo ano, declarar guerra aos países do eixo. A construção das bases naval e aérea, em Natal, seria fruto desses acordos.

Para manter as aparências da participação conjunta nos esforços de guerra e salvar a autoestima nacional, o governo brasileiro criou, por meio de um decreto, a Base Aérea de Natal, que daria o impulso decisivo para ao surgimento da cidade de Parnamirim. A pista de pouso das companhias comerciais dividia ao meio o campo de Parnamirim. Os brasileiros ficaram com o lado oeste, onde já estavam as instalações da Air France e da companhia de aviação italiana (LATI), desativadas desde o início da grande guerra na Europa. Eram instalações modestas demais para atender o esforço de guerra dos aliados e os americanos preferiram ocupar o lado leste. Lá, estava sendo construído um novo campo, na base leste: o Parnamirim Field, considerado o maior campo de aviação e base de operações militares que os Estados Unidos viriam a ter, durante a Segunda Guerra, fora do seu território.

Em termos estratégicos, Parnamirim Field foi a base de um triângulo que apontava para o teatro de operações (o norte da África e o sul da Europa), onde a sorte dos aliados contra os nazistas estava sendo lançada. Este triângulo era identificado nos mapas estratégicos norte-americanos como Trampoline of Victory (trampolim da vitória). Mas foi somente em outubro de 1946, dezessete meses após a rendição alemã, que a Base Leste foi entregue à Força Aérea Brasileira. No mesmo ano foi inaugurada a Estação de Passageiros da Base Aérea de Natal, elevada à condição de Aeroporto Internacional Augusto Severo, em 1951.

Em 23 de dezembro de 1948, foi criado e anexado ao município de Natal o distrito de Parnamirim, elevado à categoria de município apenas dez anos depois, em 17 de dezembro de 1958, desmembrando-se da capital.

Para não deixar o Brasil por fora dos conhecimentos tecnológicos que a corrida espacial certamente traria à humanidade, Jânio Quadros, durante os seus sete meses de mandato na presidência do Brasil, criou a Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CNAE). Como consequência, em 12 de outubro de 1965, o Ministério da Aeronáutica oficializou a criação do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), instalado em área do município de Parnamirim, e que nos dez anos seguintes, deu a Natal a fama de "Capital Espacial do Brasil", desenvolvendo vários projetos internacionais em parceria com a NASA. Um dos motivos que levou à escolha do Nordeste para a instalação de uma base brasileira de lançamento de foguetes já é conhecido e comprovado pela sua posição estratégica, em relação ao tráfego aéreo entre a Europa, Norte da África e Estados Unidos.

Em 1973, sem consulta à população local, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte mudou o nome do município para "Eduardo Gomes". Em 1987, um movimento que reuniu mais de quatro mil assinaturas levou à assembleia a devolver o nome inicial à cidade.

Economia

O Produto interno bruto (PIB) de Parnamirim é o terceiro maior do estado (superado apenas por Natal e Mossoró) e o segundo maior de sua microrregião (superado apenas por Natal). Nos dados do IBGE de 2008 o município possuía R$ 1 654 984,717 mil no seu Produto Interno Bruto. Desse total 6 182 516,210 mil são de impostos sobre produtos líquidos de subsídios. O PIB per capita é de R$ 9 255,08.

Setor primário

A agricultura é o setor que tem menos participação na economia de Parnamirim. De todo o PIB da cidade 20 982 mil reais é o valor adicionado bruto da agropecuária. Segundo o IBGE em 2009 o município possuía um rebanho de 7 580 bovinos, 160 equinos, 1 590 suínos, 680 caprinos, 22 asinos, 55 muares, 1 510 ovinos, e 411 594 aves, dentre estas 219 471 galinhas e 192 123 galos, frangos e pintinhos. Em 2009 a cidade produziu 2,603 milhões de litros de leite de 2 410 vacas. Foram produzidos 4 326 dúzias de ovos de galinha e 56 mil dúzias de ovos de codorna. Na lavoura temporária são produzidos principalmente o milho (86 toneladas), mandioca (1 968 toneladas), o feijão (146 toneladas) e a cana-de-açúcar (14 520 toneladas).

Setor secundário

A indústria, atualmente, é o segundo setor mais relevante para a economia do município. 310 041 reais do PIB municipal são do valor adicionado bruto da indústria (setor secundário). Grande parte deste valor é originário do Distrito Industrial. Está instalado às margens da BR-101 e é composto de várias empresas de diferentes ramos e chegou inclusive a ter a primeira fábrica de Coca-cola do país. É um distrito industrial/misto, pois possui empresas de pequeno, médio e grande porte.

Setor terciário

A prestação de serviços rende 1 081,317 reais ao PIB municipal. O setor terciário atualmente é a maior fonte geradora do PIB da cidade. De acordo com o IBGE, a cidade possuía, no ano de 2008, 2.958 unidades locais, 2.890 empresas e estabelecimentos comerciais atuantes e 55 994 trabalhadores, sendo 29,678 pessoal ocupado total e 26,316 ocupado assalariado. Salários juntamente com outras remunerações somavam 332 401 reais e o salário médio mensal de todo município era de 2,4 salários mínimos.

Cultura

A responsável pelo setor cultural de Parnamirim é a Fundação Parnamirim de Cultura, que tem como objetivo planejar e executar a política cultural do município por meio da elaboração de programas, projetos e atividades que visem ao desenvolvimento cultural. Está vinculada ao Gabinete do Prefeito, integra a administração pública indireta do município e possui autonomia administrativa e financeira, assegurada, especialmente, por dotações orçamentárias, patrimônio próprio, aplicação de suas receitas e assinatura de contratos e convênios com outras instituições.

Turismo e eventos

Parnamirim ainda conta com diversos pontos turísticos por toda a cidade, que vão desde construções até atrativos naturais. O Planetário Aluísio Alves foi inaugurado em dezembro de 2008 e conta com 53 cadeiras dispostas ao redor de um aparelho semelhante a um semiglobo, sendo um dos únicos do Nordeste brasileiro. Realiza palestras sobre astronomia e cursos práticos. O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno é uma base da Força Aérea Brasileira (FAB) para lançamentos de foguetes, contando ainda com uma praia e um museu aeroespacial. O Mercado Público Municipal é uma das principais áreas de comércio popular da cidade, vendendo produtos como roupas, sapatos e alimentos. O Parque Aluízio Alves foi inaugurado em 18 de março de 2007 e faz parte de um complexo que conta com uma fonte luminosa, banheiros, pista de skate, playgroud e teatro de arena, além de um pequeno rio artificial e uma réplica do Pico do Cabugi e uma estátua em tamanho natural do ex-governador potiguar Aluízio Alves.

As praias de Cotovelo e de Piranji são alguns dos principais atrativos naturais, e têm boa arborização e estrutura, além de falésias e possuirem relevante valor paisagístico. A segunda citada ainda destaca-se pelos Parrachos de Pirangi e abriga o maior cajueiro do mundo, que tem 10 mil m² quadrados de copa e que em 1994 entrou para o Guiness Book. Atualmente tramita-se a poda parcial da árvore, que estaria causando lentidão do trânsito da região, já que os galhos estão atingindo a Rota do Sol, o que está gerando polêmica entre a população.

Para estimular o desenvolvimento socioeconômico local, a prefeitura de Parnamirim, juntamente ou não com empresas locais, investe no segmento de festas e eventos. Essas festas, muitas vezes atraem pessoas de outras cidades, exigindo uma melhor infraestrutura no município e estimulando a profissionalização do setor, o que é benéfico não só aos turistas, mas também a toda população da cidade. As atividades ocorrem durante o ano inteiro. Dentre elas destaca-se o a Exposição de Animais e Máquinas Agrícolas do Rio Grande do Norte, mais conhecida como "Festa do Boi". Maior evento de agronegócio do estado onde também são realizados exposição de animais, concursos, leilões e muitos negócios, além de uma movimentada programação cultural incluindo principalmente shows de vários artistas.

Para homenagear a comunidade de moradores desta maravilhosa cidade, o Encontra Rio Grande do Norte criou o Encontra Parnamirim.

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Limites - Cidades Vizinhas

Natal, Macaíba, São José do Mipibu e Nísia Floresta.

Dados Principais sobre Parnamirim

Aniversário: 17 de dezembro
Fundação : 1958
Gentílico: parnamirinense
Area: 120,202 Km²
População 214 199 hab. (2008)
IDH 0,76 - médio
Prefeitura Parnamirim

Brasão de Parnamirim
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Bandeira de Parnamirim
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Mapa de Parnamirim

 

Moradores ilustres de Parnamirim

   

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